Tetrobol de bronze (AE38), Ptolomeu IV Filópator (222–205/4 a.C.), Reino Ptolemaico, Alexandria, Egito. Legenda: ΠTOΛΕΜΑΙΟΥ ΒΑΣΙΛΕΩΣ. Sigla de oficina: letra grega Σ (sigma) posicionada entre as pernas da águia. Apresenta contramarca incusa (carimbo) no campo esquerdo, representando uma cornucópia dentro de um retângulo disposto verticalmente.
(A imagem que está a visualizar corresponde à moeda que receberá na sua encomenda.)
Devido à existência de múltiplas variantes e semelhanças entre as emissões de bronze do Reino Ptolemaico, esta classificação deve ser considerada provisória. As diferenças subtis no estilo, nos monogramas e nos módulos tornam por vezes difícil uma atribuição definitiva apenas com base em observação visual. Recomenda-se a consulta dos principais catálogos de referência especializados, a fim de confirmar a identificação e o número de catálogo com maior precisão. Entre as obras fundamentais destacam-se:
- Lorber, Catharine C. – Coins of the Ptolemaic Empire (vols. I–II)
- Svoronos, J.N. – Ta Nomismata tou Kratous ton Ptolemaion
- British Museum Catalogue – Greek Coins: Ptolemies, Kings of Egypt
Consultar as variantes e tipologias conhecidas destas moedas nos catálogos:
Características descritivas:
- Reino: Egito Ptolemaico
- Reinado provável: Ptolomeu IV Filópator (222–205/4 a.C.)
- Casa da Moeda: Alexandria (sigla de oficina - letra grega Σ (sigma) posicionada entre as pernas da águia.
- Liga do metal: Bronze - Æ
- Denominação / valor: Tetrobol de bronze (AE38)
- Peso: 45,58 g.
- Diâmetro: 37,50 mm
- Espessura: 6 mm
- Rebordo / Orla / Cercadura : Circulo perolado
- Bordo: liso irregular
- Eixo: Vertical ↑↑
- contramarca incusa (carimbo) no campo esquerdo, representando uma cornucópia dentro de um retângulo disposto verticalmente.
Descrição e legenda do Anverso: (anepígrafa - sem legenda)
Ao centro, a cabeça de Zeus-Ammon à direita, com chifres de carneiro, cabelo encaracolado usando ténia com basileion acima da testa, na orla circulo perolado. O retrato de Zeus-Ammon representa o sincretismo religioso entre o deus egípcio Amon-Rá e o deus grego Zeus, simbolizando a origem divina dos Ptolemeus e a sua legitimação como faraós do Egito. Este símbolo clássico da iconografia ptolemaica expressa a fusão cultural greco-egípcia que caracterizou o reino Ptolemaico.
Descrição e legenda do Reverso:
Ao centro, águia de asas abertas à esquerda, cabeça à direita, pousada sobre raio horizontal, com a letra grega Σ (sigma) entre as pernas da águia, marca de oficina. A legenda em grego “ΠTOΛΕΜΑΙΟΥ ΒΑΣΙΛΕΩΣ” (PTOLEMAIOU BASILEOS – tradução aproximada do grego: “do rei Ptolemeu”) ladeia a águia; na orla, círculo perolado. Este exemplar apresenta contramarca (Carimbo) incusa no campo esquerdo, representando uma cornucópia dentro de um retângulo disposto verticalmente.
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Factos Históricos: (créditos bibliográficos: ChatGPT, com base em fontes históricas reconhecidas)
- Ptolomeu IV Filopátor (222–205/4 a.C.) foi rei do Egito, sucedendo ao pai, Ptolomeu III Evérgeta, continuando a consolidar o poder da dinastia ptolemaica no período helenístico. Filho de Ptolomeu III e Berenice II, Ptolomeu IV ascendeu ao trono ainda jovem e manteve a tradição de legitimação divina do governo ptolemaico, associando-se estreitamente ao culto de Zeus-Ammon, reforçando o sincretismo religioso entre as tradições gregas e egípcias.
- Durante o seu reinado, Ptolomeu IV enfrentou desafios políticos internos, incluindo conspirações cortesãs e rivalidades entre famílias nobres, mas conseguiu preservar a estabilidade centralizada do Egito. Casou-se com Arsinoe III, fortalecendo alianças dinásticas e consolidando a sucessão régia, embora o seu governo seja marcado por relatos de luxo excessivo e influência crescente de conselheiros e ministros junto à corte.
- Na política externa, Ptolomeu IV continuou a expandir e proteger os territórios ptolemaicos, mantendo relações diplomáticas com potências helenísticas como a Macedônia, o Reino Selêucida e cidades-estado gregas, ao mesmo tempo que assegurava o comércio marítimo no Mediterrâneo oriental. O reinado foi caracterizado por esforços para sustentar a força militar, incluindo campanhas e reorganizações do exército e da marinha, necessárias para manter o domínio territorial da dinastia.
- Ptolomeu IV também promoveu a integração das tradições religiosas egípcias, apoiando templos e cultos locais, enquanto reforçava a ideologia régia helenística que enfatizava a legitimidade divina dos Ptolemeus. O seu reinado é lembrado tanto pelos desafios internos quanto pelos esforços de manutenção do poder e do prestígio cultural do Egito ptolemaico, deixando um legado complexo de centralização administrativa, fusão cultural e continuidade dinástica.