Hemiobol de Bronze (AE17), Ptolemeu II Filadelfo (285–246 a.C.), Reino Ptolemaico, Alexandria, Egito, Legenda: ΠTOΛΕΜΑΙΟΥ ΒΑΣΙΛΕΩΣ
(A imagem que está a visualizar corresponde à moeda que receberá na sua encomenda.)
Devido à existência de múltiplas variantes e semelhanças entre as emissões de bronze do Reino Ptolemaico, esta classificação deve ser considerada provisória. As diferenças subtis no estilo, nos monogramas e nos módulos tornam por vezes difícil uma atribuição definitiva apenas com base em observação visual. Recomenda-se a consulta dos principais catálogos de referência especializados, a fim de confirmar a identificação e o número de catálogo com maior precisão. Entre as obras fundamentais destacam-se:
- Lorber, Catharine C. – Coins of the Ptolemaic Empire (vols. I–II)
- Svoronos, J.N. – Ta Nomismata tou Kratous ton Ptolemaion
- British Museum Catalogue – Greek Coins: Ptolemies, Kings of Egypt
Características descritivas:
- Reino: Egito Ptolemaico
- Reinado provável: Ptolemeu II Filadelfo (285–246 a.C.)
- Casa da Moeda: Alexandria (oficina principal)
- Liga do metal: Bronze - Æ
- Denominação / valor: Hemiobol de Bronze (AE17)
- Peso: 4,14 g.
- Diâmetro: 16 /17,1 mm
- Espessura: 3mm
- Rebordo / Orla / Cercadura : Circulo perolado
- Bordo: liso irregular
- Eixo: Vertical ↑↑
Descrição e legenda do Anverso: (anepígrafa - sem legenda)
Ao centro, a cabeça de Zeus-Ammon à direita, com chifres de carneiro, cabelo encaracolado e tânia entrelaçada, usando diadema simples, na orla circulo perolado. O retrato de Zeus-Ammon representa o sincretismo religioso entre o deus egípcio Amon-Rá e o deus grego Zeus, simbolizando a origem divina dos Ptolemeus e a sua legitimação como faraós do Egito. Este símbolo clássico da iconografia ptolemaica expressa a fusão cultural greco-egípcia que caracterizou o reino Ptolemaico.
Descrição e legenda do Reverso:
Ao centro, águia voltada à esquerda, com asas semi-abertas, pousada sobre raio horizontal, a ladear a águia, a legenda em grego “ΠTOΛΕΜΑΙΟΥ ΒΑΣΙΛΕΩΣ” (PTOLEMAIOU BASILEOS -Tradução aproximada do grego: “do rei Ptolemeu”), nos flancos da ave, na orla circulo perolado.
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Factos Históricos: (créditos bibliográficos: ChatGPT, com base em fontes históricas reconhecidas)
- Ptolomeu II Filadelfo (309–246 a.C.) foi rei do Egito de 283/282 a.C. até à sua morte, sucedendo ao pai, Ptolomeu I Sóter, um dos generais de Alexandre, o Grande, que fundou a dinastia ptolemaica. Filho de Ptolomeu I e de Berenice I, Ptolomeu II consolidou o poder do Egito, fortalecendo a administração centralizada e expandindo a influência do país no Mediterrâneo oriental. Casou-se com Arsínoe I e Arsínoe II, promovendo alianças dinásticas que reforçaram a estabilidade política, sendo Arsínoe I mãe do seu sucessor, Ptolomeu III Evérgeta.
- Durante o seu reinado, Ptolomeu II destacou-se como patrono das artes, da literatura e da ciência, fomentando o crescimento de Alexandria como centro cultural e intelectual de renome. Sob o seu patrocínio, a Biblioteca de Alexandria e o Farol de Alexandria atingiram níveis de desenvolvimento sem precedentes, atraindo estudiosos, artistas e cientistas de todo o mundo helenístico. A sua política exterior privilegiou o comércio marítimo no Mediterrâneo, mantendo relações diplomáticas e comerciais com cidades gregas, a Macedônia e o Reino Selêucida.
- Ptolomeu II também procurou respeitar e integrar as tradições religiosas egípcias, apoiando templos e rituais locais, ao mesmo tempo que reforçava a ideologia régia helenística. O seu reinado é lembrado como um período de prosperidade, estabilidade e florescimento cultural, consolidando a dinastia ptolemaica e deixando um legado duradouro na história do Egito e do mundo helenístico.